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FlexCards e OmniScripts offline em dispositivos móveis na Winter '27

Trabalho de campo sem depender de conexão: dados, validações e cálculos agora rodam no próprio dispositivo.

Por Guilherme Dornelas13 de setembro de 20263 min de leitura
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Guia · Parte 42 de 43
Flow na Winter '27: item por item
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A Salesforce trouxe execução offline nativa para FlexCards e OmniScripts, permitindo que técnicos de campo completem processos inteiros sem sinal e sincronizem tudo depois. É uma mudança relevante para quem usa Omnistudio em cenários de field service ou áreas remotas.

O que é

Com a Winter '27, FlexCards e OmniScripts passam a suportar execução totalmente offline em dispositivos móveis. Segundo as release notes, usuários móveis conseguem abrir, preencher e submeter FlexCards e OmniScripts sem depender de chamadas ao servidor em tempo real, eliminando o problema de timeout em áreas remotas ou com conectividade ruim.

O texto oficial é específico sobre o que roda localmente: operações de dados, validações de input e cálculos passam a ser executados diretamente no dispositivo, sem round trip para o Salesforce. Isso significa que a lógica de negócio embutida no OmniScript, regras de validação, cálculos condicionais, manipulação de dados, precisa estar preparada para operar sem contato com o backend durante a sessão offline.

Após a conclusão das ações, elas ficam enfileiradas localmente no dispositivo e são sincronizadas com o Salesforce em sequência assim que a conexão retorna. Não há menção a configuração de API version ou setting específico nas release notes. O recurso é descrito como parte das Omnistudio Minor Releases, que trazem correções de bugs e atualizações feitas entre Summer '25 e Winter '26.

Por que importa

Já vi de perto, em projeto de field service, o quanto a dependência de conectividade é um ponto de atrito real, não teórico. Técnico em subsolo, área rural, cliente em zona com sinal instável: qualquer OmniScript que dependia de uma chamada síncrona ao servidor simplesmente travava ou obrigava o usuário a refazer o processo depois. Rodar dados, validações e cálculos no device resolve a dor mais comum desses projetos.

O ponto de atenção como arquiteto é entender que a fila local de sincronização sequencial introduz uma nova camada de complexidade: cenários de conflito de dados, ordem de submissão e tratamento de erro durante a sync precisam ser mapeados no desenho da solução. Isso não é trivial em fluxos que dependem de integrações externas dentro do próprio OmniScript, já que parte da lógica que antes rodava no servidor agora precisa ter uma versão viável offline.

Como se preparar

  • Revise os OmniScripts e FlexCards usados em contexto de campo para identificar quais dependem de chamadas remotas (integration procedures, DataRaptors) durante validações e cálculos, e avalie quais dessas lógicas precisam de uma alternativa local.
  • Mapeie o comportamento esperado da fila de sincronização sequencial: o que acontece se duas ações offline gerarem conflito ao sincronizar, e quem trata esse cenário no seu processo.
  • Acompanhe as Omnistudio Minor Releases entre Summer '25 e Winter '26 para identificar correções de bugs relacionadas a esse recurso antes de expandir seu uso em produção.
  • Teste o fluxo completo em ambiente com conectividade simulada intermitente, não só em modo totalmente offline, para validar o comportamento de sync ao retomar o sinal.

Nível de aplicação: Alto

Exige redesenhar lógica de validação, cálculo e integração de OmniScripts para funcionar sem backend, além de tratar sincronização sequencial e conflitos de dados.

Considerações de arquiteto

  • Mapeie primeiro quais Integration Procedures e DataRaptors dentro dos OmniScripts de campo são chamados durante validações e cálculos, pois esses pontos vão precisar de uma versão local ou de fallback.
  • Defina na sua arquitetura quem é o dono do tratamento de conflito quando duas submissões offline concorrentes chegam na fila de sincronização sequencial, antes de liberar o recurso para o time de campo.
  • Trate a ausência de documentação sobre API version ou setting específico como sinal de que a validação em sandbox precisa ser exaustiva antes de qualquer rollout em produção.
  • Priorize testes com conectividade intermitente simulada, não apenas offline puro, porque é nesse cenário de sinal instável que a fila de sincronização tende a expor falhas de ordem e reprocessamento.

Pegadinhas:

  • A ausência de configuração explícita de API version nas release notes dificulta rastrear em qual versão exata sua org já herda esse comportamento.
  • Lógica de negócio que dependia de dados atualizados do servidor em tempo real pode gerar cálculos desatualizados durante a sessão offline, já que a validação passa a rodar com dados locais possivelmente obsoletos.

Este artigo faz parte do guia Flow na Winter '27, um item oficial por artigo. Fonte: release notes de Automation.

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