Summer '26: Visual Comparison no Flow Builder — finalmente um diff visual decente
Como ler diffs de Flow direto no canvas e integrar isso ao seu ciclo de DevOps

O Summer '26 traz o Visual Comparison Tool para Flow: agora você vê diferenças entre versões direto no canvas, com marcações coloridas para elementos criados, alterados, removidos e conectores quebrados. Bônus: a comparação cobre também o conteúdo de elementos Transform.
O problema real
Você já abriu um Flow que parou de funcionar depois de uma alteração e ficou olhando para duas versões tentando lembrar o que mudou? Abrir abas paralelas, comparar elemento por elemento, conferir mapeamentos dentro de um Transform... isso consome tempo e quase sempre termina em "achismo". O Visual Comparison Tool, anunciado por Aleksandra Radovanovic (Director of Product Management na Salesforce) para o Summer '26, resolve exatamente isso: você passa a ver as diferenças entre versões diretamente no canvas do Flow Builder, com marcações coloridas sobre os elementos alterados, criados, removidos e sobre conectores quebrados. E, de bônus, agora a comparação também cobre o conteúdo interno do elemento Transform — mapeamentos, joins e fórmulas.
Pré-requisitos
- Org com Summer '26 ou superior já provisionado.
- Um Flow com pelo menos duas versões salvas (ativa ou inativa, tanto faz).
- Permissão para acessar o Flow Builder (geralmente
Manage Flowou equivalente). - Familiaridade básica com o conceito de versionamento de Flows.
Passo a passo
1. Abra o Flow e acesse a lista de versões
Objetivo: chegar à tela de seleção das versões a comparar.
Dentro do Flow Builder, clique no nome da versão atual no topo da barra superior. Um dropdown vai aparecer listando todas as versões existentes. Role até o final da lista e clique em Compare Versions.
Gotcha: se você só vê uma versão na lista, é porque o Flow nunca foi clonado/salvo como nova versão. Crie uma segunda versão antes de seguir.
2. Selecione as duas versões
Objetivo: definir o "antes" e o "depois" da comparação.
Escolha duas versões diferentes. O Salesforce não deixa comparar a mesma versão contra ela mesma — o que faz sentido, mas vale lembrar.
Gotcha: a ordem importa para interpretar o que é "adicionado" vs "removido". Trate a versão mais recente como o estado final.
3. Ative o modo Visual Comparison
Objetivo: trocar a visão tabular pelo canvas.
No lado direito da barra de menu, clique no novo botão Visual Comparison. Em seguida, clique em Compare Versions para rodar o processo.
Gotcha: a visão tabular continua disponível e é útil para exportar/documentar mudanças. Não a descarte — ela complementa o canvas.
4. Leia as marcações no canvas
Objetivo: interpretar corretamente cada cor.
Você verá pequenos selos no canto superior esquerdo de alguns elementos:
- 🟦 Azul — elemento atualizado.
- 🟩 Verde — elemento criado nesta versão.
- 🟥 Vermelho — elemento removido (presente na versão anterior).
- 🟪 Rosa — conector alterado/quebrado entre dois elementos.
Clique no selo para abrir o detalhe da alteração.
Gotcha: quando você insere um elemento no meio de dois já existentes, vão aparecer dois selos rosa nos elementos vizinhos — porque a conexão original foi rompida. Isso é comportamento esperado, não bug.
5. Inspecione mudanças dentro de Transform elements
Objetivo: entender o que mudou em mapeamentos, joins e fórmulas.
Clique no Transform marcado e abra cada field mapping individualmente. O que foi adicionado aparece em verde; o que foi removido, em vermelho. Funciona tanto no modo visual quanto no tabular.
Gotcha: se você usa fórmulas longas dentro do Transform, o diff de texto pode ficar denso. Considere quebrar fórmulas complexas em campos intermediários para melhorar a legibilidade do diff em comparações futuras.
Como expandir isso — visão de arquitetura
Visual Comparison resolve diagnóstico pontual, mas o ganho real aparece quando você o integra ao seu ciclo de DevOps. Algumas direções:
- Code review de Flows: padronize que toda PR contendo Flow tenha um print do Visual Comparison anexado. Isso destrava revisores que não são admins profundos.
- Postmortems: quando um Flow quebrar em produção, o primeiro passo do runbook passa a ser rodar a comparação visual entre a versão ativa e a anterior estável.
- Governança de Flows grandes: o próprio fato de Visual Comparison existir não justifica manter Flows monolíticos. Use-o como termômetro — se o diff visual fica ilegível, é sinal de que está na hora de quebrar o Flow em subflows.
- Complemento ao Metadata API: ferramentas de DevOps (Gearset, Copado, Salesforce DevOps Center) já fazem diff de XML do Flow. O Visual Comparison não substitui isso, mas oferece a camada que faltava: contexto visual no canvas.
No fim, é mais uma evolução do Flow rumo a uma ferramenta de engenharia séria — e não apenas uma alternativa low-code ao Apex.
Diagnosticar regressão em Flow sempre foi dor: você muda algo, quebra outra coisa, e gasta tempo demais identificando onde. Ter o diff renderizado no próprio canvas — incluindo conteúdo de Transform — encurta drasticamente o ciclo de troubleshooting e abre espaço para code review real de Flows dentro do processo de DevOps.
Reescrita em tom Guilherme Dornelas: didático, direto, com "você". Preservados nomes oficiais em inglês (Flow Builder, Visual Comparison, Transform, Compare Versions). Adicionada seção de arquitetura com conexão a práticas de DevOps que não estava no original. Removido todo o tom promocional ("multiple Christmases a year", "gift that keeps on giving") típico do Salesforce Ben.
Use já no primeiro Flow problemático que aparecer após o upgrade Summer '26. Padronize no seu time que toda revisão de Flow inclua um screenshot do Visual Comparison no ticket ou PR. Para Flows críticos, adicione ao runbook de incidentes: "rodar Visual Comparison entre versão ativa e última estável" como passo 1 do diagnóstico.
1) Você precisa de pelo menos duas versões do Flow — comparar uma versão contra ela mesma não é permitido. 2) Selos rosa duplicados em elementos vizinhos são esperados quando você insere algo no meio de uma conexão existente. 3) A visão tabular continua útil para documentação e exportação — não a abandone. 4) Fórmulas longas dentro de Transform geram diffs densos; considere refatorar em campos intermediários. 5) Visual Comparison não substitui ferramentas de DevOps que fazem diff de metadata XML (Gearset, Copado, DevOps Center) — é complementar.
Este conteúdo foi reescrito e analisado editorialmente em português a partir de informações públicas da fonte indicada.