Edição de Screen Flows com Linguagem Natural via Agentforce
O painel de IA do Flow Builder agora permite alterar elementos de tela e ações usando comandos de texto simples.

A edição assistida por IA, antes limitada a fluxos de backend, agora engloba os Screen Flows. Administradores e desenvolvedores podem adicionar, remover ou modificar componentes de tela e lógica diretamente via prompt, reduzindo o trabalho manual no Flow Builder.
Edição de Screen Flows por Linguagem Natural: o que mudou no Flow Builder com o Summer '26
A Salesforce expandiu o escopo de edição assistida por IA dentro do Flow Builder. O painel do Agentforce agora suporta prompts em linguagem natural para alterar, adicionar e remover elementos diretamente em Screen Flows — não apenas nos fluxos de backend que vinham sendo contemplados até então.
O contexto da mudança
Nas releases anteriores, a edição via IA estava restrita a automações server-side: Record-Triggered, Schedule-Triggered e fluxos baseados em conectores. Fazia sentido começar por ali — são fluxos estruturalmente mais simples, sem dependência de layout visual. Os Screen Flows ficaram de fora dessa primeira leva por uma razão técnica legítima: sua estrutura é substancialmente mais complexa, com dezenas de propriedades de interface, componentes encadeados, variáveis de entrada e saída por tela, e dependências de visibilidade condicional. Resolver isso exige que o modelo compreenda não apenas a lógica do fluxo, mas também a hierarquia de elementos visuais.
Essa distinção importa. Não é trivial mapear um prompt em linguagem natural para a estrutura de um Screen Flow sem gerar inconsistências entre componentes, variáveis e a sequência de navegação.
O que é possível fazer na prática
Com o recurso ativo, o fluxo de trabalho muda de forma concreta. Em vez de:
- Abrir as propriedades de uma tela;
- Localizar o componente-alvo no painel;
- Ajustar campos manualmente;
- Criar ou mapear variáveis de suporte;
- Salvar e validar.
Você descreve a mudança em texto livre diretamente no painel lateral do Agentforce. O modelo interpreta o pedido, mapeia os elementos afetados e aplica os ajustes nos nós de tela e ações correspondentes — sem exigir navegação manual pela interface de configuração.
Comandos do tipo "adiciona um campo de texto obrigatório para CPF na segunda tela" ou "remove o componente de endereço e substitui por uma mensagem de confirmação" passam a ser instruções operacionais, não apenas intenções.
Ponto de atenção arquitetural
Não confunda conveniência com autonomia irrestrita. A edição por linguagem natural acelera iterações, especialmente em fluxos de prototipagem ou em ajustes pontuais de fluxos já estáveis. Mas a responsabilidade de revisar o que foi gerado continua sendo do arquiteto. O Agentforce pode interpretar um pedido de forma literal quando a intenção era semântica — e em Screen Flows complexos, um elemento mal posicionado ou uma variável não mapeada corretamente tem impacto direto na experiência do usuário final.
Use o recurso para acelerar, não para substituir a revisão. A IA aplica; o arquiteto valida.
O avanço é real e relevante. Trazer Screen Flows para o escopo de edição assistida fecha uma lacuna que tornava a funcionalidade parcialmente útil para equipes que trabalham predominantemente com fluxos orientados a interface. Vale testar em ambiente de sandbox e avaliar o comportamento do modelo com os padrões de nomenclatura e estrutura que sua org já utiliza.
A manutenção de Screen Flows extensos exige muitos cliques, o que consome tempo e abre margem para erros de configuração. Ter uma IA capaz de interpretar o contexto da tela e injetar componentes ou atualizar lógicas de ação rapidamente tem um impacto prático enorme na produtividade de admins, consultores e devs, além de simplificar ajustes rápidos a pedido da área de negócios.
Sempre trato o uso de IA na configuração estrutural com cautela, mas para Screen Flows essa atualização faz total sentido. Quem já precisou reformular um fluxo de tela gigante sabe o quão cansativo é o processo de 'arrasta e solta'. A IA aqui não substitui a modelagem da solução, ela atua exatamente onde deveria: tirando o peso da operação de cliques repetitivos. O grande teste, porém, será verificar como a ferramenta se comporta ao tentar editar telas que utilizam recursos reativos complexos ou LWC customizados.
1. No Setup, garanta o provisionamento das ferramentas de dados exigidas e a ativação do Einstein Generative AI. 2. Acesse um Screen Flow existente no Flow Builder. 3. Habilite a visualização do painel do Agentforce (ou clique em 'Migrate to Agentforce', se exigido pela interface nas orgs que ainda migram do painel Einstein antigo). 4. Digite comandos diretos como: 'Adicione um campo obrigatório de E-mail na tela de Cadastro' ou 'Substitua a ação de Create Record por um Update Record'. 5. A IA ajustará o canvas. Verifique as propriedades do componente modificado antes de salvar a nova versão.

- Requer licenciamento e configuração prévia de recursos de IA Generativa da Salesforce. - A inteligência artificial pode se perder em Screen Flows sem nomenclatura padronizada ou com variáveis confusas. Nunca ative ou salve o fluxo sem validar a lógica aplicada. - Componentes muito específicos ou desenvolvidos via código (LWC) ainda podem exigir configurações manuais.
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