Por que os dados vêm primeiro: a fase 0 e o Data 360
Antes de catálogo, preço e cotação, existe uma fase que quase todo projeto pula: arrumar quem é o cliente. O que ela resolve, onde o Data 360 entra e por que pular essa etapa sai caro depois do go-live.

Décima segunda parte do guia e início da fase 0. Um passo atrás antes de aprofundar o catálogo: por que dado de cliente limpo vem antes de qualquer configuração de receita, o que é o Data 360 (o antigo Data Cloud) e como o método de implantação se encaixa nas três etapas oficiais da Salesforce.
Até aqui o guia andou para a frente: catálogo, modelos de venda, procedimento de precificação, cotação e três laboratórios na org. Agora ele dá um passo atrás, de propósito. Antes de aprofundar qualquer módulo, vale olhar para a fase que eu mais vejo projeto pular: a fundação de dados.
A frase que resume esta aula é simples: fundação antes de funcionalidade, dados antes de configuração.
Onde a fase 0 entra
Esta é a ordem que eu uso numa implantação de Agentforce Revenue Management, e é a ordem que o guia segue daqui em diante. Cada bloco depende do anterior.
| Fase | O que entrega |
|---|---|
| 0. Fundação de dados | Um cliente, uma identidade, em todos os sistemas |
| 1. Setup da org | Licenças, permissões e configurações base |
| 2. Catálogo | Produtos, categorias, atributos e modelos de venda |
| 3. Precificação | Procedimentos, tabelas de decisão e descontos |
| 4. Cotação | Transaction Line Editor, descontos e aprovação |
| 5. Pedidos e ativos | Pedido, ativo, alteração, renovação e cancelamento |
| 6 em diante | Consumo, faturamento, contratos, receita, orquestração e agentes |
Repare em quem fecha a lista: os agentes. Um agente de cotação só é tão bom quanto o dado em que ele se apoia, e esse dado nasce na fase 0.
A resposta sai do que está publicado aqui. Se não estiver, ele diz que não sabe em vez de inventar.